A tristeza é tremenda: faz tremer
a coluna do nosso aprumo humano:
verga as costas com pêso soberano,
severa até doer.
A tristeza atravessa o corpo com denôdo,
no sangue se mistura que circula
por artérias e veias, na medula
e plo'squeleto todo.
A tristeza apodera-se de nós,
tortura-nos com arte e lentamente,
e com velocidade no requinte
até não termos voz.
António Barahona
in Raspar o fundo da gaveta e enfunar uma gávea
Averno 2011
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