Não sabemos de nada sobre o que
nos faltará correr, quantas vezes
os elevadores irão subir-nos
ao piso onde sonhamos a alegria.
O certo é que descemos para a rua,
trazendo o paraíso adormecido,
e entregamos o corpo ao dia, ao sol,
às árvores que habitam
um lado e outro da estrada.
E quando os ascensores nos levarem
de novo para casa,
somaremos mais árvores e luz
ao espelho das janelas,
vivendo o paraiso a termo,
no peito a respirar do tempo
vago.
Nuno Dempster
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